quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sonetorto do Desmerecimento


Ai musa, desenhada a pena e tinta!
Tenho pena, tenho tinta, tenho verso.
Não mereço a musa nem que ao reverso.
Mesmo-ainda assim, de forma mui distinta,
Ela inspira, sendo carne-se-faz-verbo.

Ai musa, tu me usa, me fascina!
Essa sina que eu tenho é esquisita?
Pois se a musa é de ouro ou de chita
Não importa, musa, és sempre menina
Mulher-ouro-prat-incenso-mirra-e-fita!

Minha musa, não mereço-te assim
Nem assado, nem de frito, nem o osso!
Coisa fofa-loca, põe e tira o fosso
Onde soprar-hão os versos do sem-fim.

Dija Darkdija

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