sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sonetorto da Melodia

Esse tem historinha, gente. Leiam abaixo.

Sonetorto da Melodia

Canto hoje a melodia
Cantada de anteontem
Canto sempre desde sempre

Desde antes desses'omem
Que só canta se se encanta
Canto a mesma melodia
Eles canta o horizontem

Eles canta o horizontem
Eu canto a poesia
Eu canto a poesia
Eu canto a poesia

Diferente e referente
à batida que se some
à batida qu'sessome

Na novavelha Maria

Dija Darkdija

P.S.: Esse eu até me atrevi a cantarolar, gente, rs... Quem quiser ver o desastre e fazer algo mais digno, clique aqui: http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/49204
P.P.S.: Agora, a historinha. Essa é mais longa, rs. Bem,  eu espalhei o texto "O que é sonetorto" por vários grupos do facebook e divulguei do jeito que pude. Então, no meio de todos os comentários (não foram uma chuva, mas foram significativos, considerando o que está sendo feito aqui), surgiu uma discussão acerca de musicalidade e as palavras música, melodia, harmonia, musicalidade e seus derivados apareceram por todo lado. Apareceram uma vez aqui:

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Metassonetorto I e II

Metassonetorto I e II

I


Este não é um simples soneto

Cheio de mé-tri-cas
De sonhos
De belezas idealizadas

Ele não tem um cavaleiro
Nem uma rede
Muito menos um jardim

Mas ele tem sol.o.(so)mbra
Dois eus líricos que se unem
Apenas és.sência(s).

Por trás dessas letrinhas,
Mundos inteiros.
Seria um soneto.rto

Escrito por nós (eus) líricos?


II

Se aquele não é soneto imagina estes (aqui?)
Passeando pelos surtos refletindo aqueles (aqui)
Sem beleza sem pó.breza muito mal a(r)mado
Muito surto, minha princesa, e nada (c)alado

De asas e rimas t.rotas
Seria um soneto.r(o)to sendo ele aeroporto
de tantas ideias (i)morta(i)s?

Sol e solo e luz e sombra
Do torto nasceu a lombra
No peso de uma pena

Sone(n)torta(dor) de ideias
[e quem quiser me engula sem gula bula nem pressa]
Sou meta.sonetorto a ser vencido
Escrito(s) pelo(s) poeta(s)


Amanda Vital e Dija Darkdija


Sonetorto sério


Decerto estou sério neste torto
(De cego estou certo neste morto)

Soneto errado? Nada, sonetorto!
Que (sério) está tão sério quanto o certo

O sério tentando tirar do sério
Chama de errado logo todo torto

Nunca farei direito (sou canhoto)
Sou certerrado rimatric[k]amé[m]

Então, mermão,
Coméquié?
Morri de sé(Rio)
Só por nascer
To-todo-tor
tô [e] de ré?

Dija Darkdija

Sonetorto ternário do(!)s quar-tetos

O sonho que sonho é sono
Ao mundo do metro sem régua.
Meu sono sem sonho nem trégua
É torto - e lá me abandono.

Vi-ajo e ah, sim, me abono
(e ono, e ono, dos-três)
Vi-ajo - e de muita vez.

É torto - e lá me abondono
E aqui por aqui acolá
é lá onde memetronomo

\!/
\!/
\!/
\!/

D!ja Darkd!ja

Sonetorto da saudade


Um abraço com jeito
É um jeito sem jeito
De matar saudade
Na fofurafago

Saudade dá jeito
De armar seu trejeito
Revive no peito
E no abstrato

No peito do fato
No leito do peito
Hiberna a saudade
Promessa sem jeito

Saudade é feito
de nada e vontade


Dija Darkdija

Sonetorto da sedução (des)pedida

Sedução é uma arte da leveza
Instalada nas entranhas de uma dama;
Só se arte é praticada com pureza
[Com destreza me entranho nessa trama!]

Essas ramas dessa teia de alvas luzes
Que infligem-me na guerra com as almas
São as pazes das bandeiras dos sem calmas
E piscares de olhos (tiros de arcabuzes)
Testa a testa nesse eterno pau a pau
Essa arte é meu nirvana e meu mau
E se bom é o sucesso do insucesso
um recesso retrocesso all ex.cesso

Excelso eu, nestes versos declarações de guerras já perdidas

Exceto eu, nestes verbos constatações de eras já banidas.

Dija Darkdija

Sonetorto da magnificência


Mon a.muse exotic
Tré bien se és a.muse
Sê meu vers et non abuse
Só por seres tré tré chic

C'est la vie ah que meuse
Converssussurre e use
De teus servos poetistas
Meiestetas meiautistas
Meiauréliomeilarousse

(Minhas musas são de mousse)

C'est la magnificence:
Minha musa tudo e nada
Perolactea alada
Nada mais que pure essence

Dija Darkdija

Sonetorto do Pierrot indeciso

à Flavi, e à incerteza...[ou não...]

Ó pierrot,
Não te atormentes,
O sonho da mente é força pro amor!

É sim, senhor,
E luz e sombra
Serão escudo,
Proteção e cor!

Eu sei e ó,
Nunca te esqueças,
Há quem te aqueça
Com laço, não nó.

Ah, pierrot de mímicas e bolhas!
Tu és da corda bamba da melancolia urgente
Mas sabes que as gentes agem por escolhas...


Dija Darkdija

Sonetorto Através do espelho

Através do espelho
Vejo o mesmo lado de mim (mesmo)
Vejo minha alma de luzes em reflexão

Perseguindo o meu próprio lado
Andando em círculos
Dois caminhos no mesmo lugar.

Opostos que se fundem
Se mergulham e se refletem
Espelhos são sombras em forma de matéria
Necessitadas de luz e calor.

Única.mente dupla,
Dois modos de ser o(u) ser,
Olhos em olhos, alma em alma
Pontas de um laço que se tocam.

Amanda Vital

Sonetorto Azul-Turquesa

(Azul-turquesa reza a realeza)
É cor do sonho azul do céu a-nil
Mil luzazul das cores de nobreza
O céu sem tin-tá need-e-d refil

Nos min.is.max dança a duquesa
Um traço a mais vira-ar.qui.duquesa
(Em breve com mais gotas é princesa)

Em breve poucas gotas de alteza
Em breve altura pode ser baixeza
(Que não confunde lesa e gent.ileza)
Azul turquesa reza a realeza
É cor do sonho azul do céu anil
(Também dá cor pra ponte que partiu)
Nunca mais neste reino há tristeza
Dija Darkdija

Sonetorto atí(ö)pico

(Não entendo dessa fome vomitada. Ounão)

venk qstol t cduzimd en tiop]ës
roleh nu xops/ noa éah asin ruin noa
lah incontray 1s migs com o caum
bb buto pa noz bb os manuh ofda!1!!111
as mina td phoad td bao e eol
totlamemt emtediad vemd há tv
1 n0ob disendo qeu ums e(x)tiops
viviao morendu di fome comofas/
a gemt coemu smepr as lertas!!!!!11!1
agemt numk vaai moerr de foem poarr
a gemt soh nnn coem as d poeams
pqeh nn eh mt boa tm mt n0obuannabi

(n entenod deça poarr mau grafaad) -qnst


Dija Darkdija

P.S.: Pois é galera, foi de brinks, heim. Faço letras, entendo dos dialetos [ounão] e resolvi brincar com etíopes e tiopês. Se o resultado ficou bom aí é vocês quem dizem. FAELM TD POAR!1! CONEMTEN

Sonetorto do[i]s lados

Destelado tudo puro
(Doutrolado tudo muro)
Destelado nenhum murro
(Doutro lado tudo burro)
Destelado bola d'água
(Doutro lado seca mágoa)
Destelado tudo livre
(Doutrolado pouco livro)
Destelado eu não mirro
(Doutrolado eu espirro)
Destelado eu arraso
(Doutrolado me arraso)
Destelado tenho mundos
(Doutrolado vagabundos)

Dija Darkdija

Sonetorto do reflexo ribaltino

Todo artista tem seu palco
Todo pé talvez seu talco

Sem olhos podem ver luzes
Com asas levando cruzes

Passeando de alto a baixo
Pelas pontes de seus fachos
os feixes mal fatiados
(Sushiu!lênce chiados)
tem mil gulas obscuras
regorgitam luzes puras
que iluminam pelo alto

Todo artista com seu palco
(Sente a ribalta no tato)
Todo pé talvez sem talco


Dija Darkdija

Sonetorto das paletas


às Divas um e dois, cartas na manga de minha palheta-pena

Reluzente, passeia
pelos palcos da Vida a Diva.
Mesmo ausente, semeia:

Vejo o glitter numa explosão de brilhos
E ela, se vendo num espelho de aplauso, se sente viva.
A felicidade nos gritos são seus próprios filhos.

Eu vi co'estes meus olhos
Que há terra a de pisar
Passeando pelos pólos
Estava um par de olhar
Havia uma melodia
Nos saltos da alegria:
Duas luas a brilhar.

A surpresa: paleta de sombras (aquarelas) a se reservar.

Dija Darkdija

Sonetorto do sucesso eterno



à ressurreição do sol de cada dia

Sucesso eterno: O regresso do sol de cada dia.
Pássaro de hermes, fênix de alma viva
da vida dos homens. Ressurreição da feição.
Da noção da menção. Do sol não?

(As.sombras.são)

Deixa os caminhos livres
Para o nascimento dos timbres
Luzam! Luzam, minhas notas!
E desfilem como nunca desfilaram...
Meus timbres são os que cantaram
O nascer das rotas-fios da harpa de fogo.

Os raios de sol são os rios
Do fogo do fogo mais vivo
Que bate nos seus corações


Dija Darkdija

Sonetorto da servidão

Por eternidades de eternidades contidas nos segundos...
Espera etern.a.mente [de] um servo. Sua revolta
Submissa [esta espera] está no imortalidade de seu verbo.

Ah, quão impuro e imprudente, melhor e pior servo da...
Mestra perfeita, grande como o sol e quente como a menopausa do inferno!

Queria eu ser esse servo vez em nunca, e seria ninguém,
o gozo eterno de um grão de areia! (Ui, que interno...)

Ou hospitalizado, pois para este servo da luz de sombras...sim, este que diz no silêncio da noite...
Que dor seria maior que a das chicotadas da insegurança em torno das voltas de sua vida?

Sim, aquelas chicotadas nas carnes gordas da esperança, onde jogamos pitadas de sal e medo
E depois uns tapinhas de confiança. Que servo é mais masoquista que este teu, mestra omissa?

Tuas ordens, palavras de poder, são cumpridas sob toda circunstância.
O desejo, ordem e promessa com seu outro eu, mestra, é o dever de um servo submisso e revoltado.
Este servo é o que cria e destroi mundos di.versos sob as ordens da sua vida.


Dija Darkdija

Sonetorto do Fascínio


Fascínio, ó arte viajosa,
é o espanto, meu e.terno sacripanta
Se eu pinto aqueles pontos no meu pano
tenho tanto tanto engano mal te conto

As tintas são só cinzas anteascores
Meus amores mesmo assim meio ranzinzas
Essas dores que eu carrego dessas falhas
São das malhas, fascinação sobre a líndia

Fascina.ção notas todas sonetorto
verso rosto congelado de emoção
surto rouco assustado de canção
até sempre esse fênix não-morto
Um nirvana sempre é de carne e osso
e sussurros labirintos de colosso

Dija Darkdija

Sonetorto das nove esperas


à espera, em nome de nove pacientes servos

estão sempre esperando
um nirvana de carne e osso
terremoto em passos leves
microcosmos de colosso

onde ando sempre par
par.ando sozinho far
de sorrisos transcendentes

(esperamos pacientes
pela arte milenar
de ainda assim esperar)

cifra de eternidades
deidade de nota breve
estamos como se deve
esperando viajosidades

Dija Darkdija

Sonetorto da [coincidência]


Sonetorto da [coincidência]

Quando os deuses brincam
De nado sincronizado
Na piscina das entrelinhas
Das vidas dos mortais

( Quimeras de pó e sombra
Para não esquecer
Viram diários dos outros)

Acontece o improvável
Encontro das esquinas
Do in-encontrável
Esbarro das retinas

( Poços de lágrimas
Tintas de telas de nada
e palavras indizíveis)

[neste mundo não, inevitável]


Dija Darkdija

Sonetorto Gripactante


A gripe é um troço chato pra caralho
Caralho é a revolta do gripado
Remédio de gripe é pra chapado
Chapado e amassado é o alho

O alho amassado é paspalho
Sem palha é o chá se bem coado
Peneira é um monte de quadrado
Sonetorto não é soneto falho

Eu falo é verso rima prosa e pau
Bom pra garganta é mel de catatau
Um urso que abraça é o téddyo

Começo é o que precisa acabar
Zidane é o que manda se danar
Medíocre entre medíocre é intermédio.



Dija Darkdija

De certo, Deserto certo, sonetorto


Seu olhar é um dos mais profundos desertos...
Decerto por paradoxo ao verde-pano-de-fundo daquelas meninas,
mar onde se afogam as sedes todas e nenhumas.

Seu piscar é uma das piores tempestades
de areia-nos-olhos (minh'alma se enche)
e arde quando por arte a mim eles se negam.

Mudos, informam que as enciclopédias do universo
encontram-se nos silêncios contemplativos.
Com templos enjaulados nas almas dos anéis de saturno
ficam teus olhos olhando outros mais noturnos.

Ah, se as noites fossem jaulas...
roubariam duas vezes suas almas...
Pena (levada pelos ventos desprezivos do certo deserto de teu olhar)
que teu olhar é um profundo deserto gelado de ...


Dija Darkdija

Sonetorto do Desmerecimento


Ai musa, desenhada a pena e tinta!
Tenho pena, tenho tinta, tenho verso.
Não mereço a musa nem que ao reverso.
Mesmo-ainda assim, de forma mui distinta,
Ela inspira, sendo carne-se-faz-verbo.

Ai musa, tu me usa, me fascina!
Essa sina que eu tenho é esquisita?
Pois se a musa é de ouro ou de chita
Não importa, musa, és sempre menina
Mulher-ouro-prat-incenso-mirra-e-fita!

Minha musa, não mereço-te assim
Nem assado, nem de frito, nem o osso!
Coisa fofa-loca, põe e tira o fosso
Onde soprar-hão os versos do sem-fim.

Dija Darkdija

Esperança


Esperança
Não morrer
Nas lanças da fome.
De encher a pança
da alma, Esperança.
Não bater
Nos lados do home.
De tornar mansa
a falta da calma, (esperança?).
A de quem espera
Supera
Des-espera
Re-espera
Na fila de espe-.
... espera ...

Dija Darkdija

Sonetorto pseudo-reflexivo


No espelho o reflexo dos meus erros.
É complexo do convexo não ser teu.
É amplexo do léxico dos meus berros.
O desleixo do seu sexo, penso eu
É disléxico fragmento de um breu,
Refletido na aurora penumbral
O limite do inverso do meu eu


O limite do inverso do meu eu
Refletido na aurora penumbral
É disléxico fragmento de um breu,
O desleixo do seu sexo, penso eu.
É amplexo do léxico dos meus berros.
É complexo do convexo não ser teu.
No espelho o reflexo dos meus erros.

Dija Darkdija

Mancha de Caronte


Mancha de Caronte
Em versos mui Quixotescos
Passeio por minhas feras,
Enfrento minhas quimeras
E vejo meus eus grotescos.
Demônios em arabescos,
Restos de antigas eras
Presentes nas multiesferas
Das catedrais e afrescos.
O erro que se desbota
Em si mesmo se esgota.
- Cria antiga do meu eu.
Na lira, canção de orfeu.
Desprende-se a grande nota
Em procura de resposta.
"Simples mente, morreu."

Dija Darkdija

terça-feira, 12 de junho de 2012

SONETORTO


SONETORTO

soneto sem ser soneto
torto nas retas dos retos
reto nas retas dos tortos

(sou soneto sonetorto
sendo eu reto ou torto
soneto não sonolento
vim recriar o invento
soneto não sonolento
sendo eu reto ou torto
sou soneto sonetorto)

reto nas retas dos tortos
torto nas retas do retos
soneto sem ser soneto

só posso ser sonetorto

Dija Darkdija