segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sonetorto Vidragueiro


Sonetorto Vidragueiro

(à Carmen Silvia Presotto)


vidros.águas são vidráguas
parede teto de vidro

e os móveis flutuando
nesta casa onde vivo?

onde a telha não se.que[r].bra-
sa gelada de inverno

(que provém dos pingos.sons)
ecoando no meu teto...

ali.cerço o meu verso
no fundo da entrelinha
argamasso entreVerso

des-enrolo poesia
comuma costura teço
os retalhos diadia

[no papel parede sede vidraguada me sacia]

Amandija diRabel
 



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sonetorto d'O morcego sem morcego

Sonetorto d'O morcego sem morcego
Mei dia e no prato há recolho,
(mô deus, falta múcêgu, tenho sede!)
o morcego tá frito e sem molho.

Só há no m-EU daquele que precede
a "bruta ardência orgânica da sede"
Do quiro-ptero que me antecede
E neste fiz etérea a minha sede.
(Da ceia feita em terras de meu quarto
Vislumbro não o feto e sim o parto
Da criatura que aqui não descrevo)

Por mais que nos tranquemos nestes atos,
a noite adentraengolestemorcego;
eu janto as sobras destes nobres fatos,
só quando cego em tudo me percebo.


Dija Darkdija

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sonetorto do refrão


Sonetorto do refrão

Muito fácil é fazer
um soneto ctrl+c
metro e rima pra valer
e o resto é ctrl+v

ctrl+c
ctrl+v
ctrl+c
ctrl+v

ctrl+c
ctrl+v
ctrl+c

ctrl+v
ctrl+c
ctrl+v

Dija Darkdija

Sonetorto do candomblack hi-tech


Sonetorto do candomblack hi-tech
 
Baixou algum espírito
no meu siterreiro!

(Download via torrent ou corrent's?
Cont[r]ate a assistência [c]étnica
que essa macumba deu candomblackout
no meu sistema)

Então me faça um trabalho aí!
Pai googlexu, mãe Oyá[hoo]-Iansã
feche meu corpo de qualquer vírus jaçanã
De qualquer n-ave a-cauã maçã ecrã

{cauãhn?!}

E que o nosso senhor do bon-fim
me finde assim
(fim: press theenddelete, sim?)


Dija Darkdija